Retorno

Escolas particulares se preparam para volta às aulas

Enquanto aguardam por definição estadual, maioria das escolas deve aderir ao modelo híbrido com rodízio das turmas

Desde que os professores foram inseridos no grupo prioritário para a vacinação contra a Covid-19, ganhou força no Rio Grande do Sul a proposta de volta presencial às aulas dos ensinos Infantil, Fundamental e Médio. Principalmente no setor privado, cuja entidade estadual, o Sindicato do Ensino Privado (Sinepe-RS), já se manifestou favorável. O cenário em Pelotas ainda é incerto, mas as escolas já se preparam para o retorno que ocorre na segunda metade de fevereiro.

De acordo com o decreto estadual que regulamentou o retorno presencial, as escolas deverão respeitar o limite de 50% de ocupação nas salas de aula e o distanciamento de 1,5 metro entre cada aluno. Além disso, o texto define que as escolas inseridas nas regiões em bandeiras vermelha e preta não poderão realizar atividades presenciais.

Como ainda é momento de inspirar cuidados e é preciso respeitar as particularidades das pessoas, diversas escolas optaram por realizar pesquisas junto às famílias para decidir pelo ensino híbrido ou totalmente presencial. Caso do Colégio São Francisco, na rua Almirante Barroso. Uma enquete foi encaminhada aos responsáveis e não haverá obrigação para o retorno físico. “Nós vamos ofertar, haverá essa opção. Mas ainda não sabemos quantos e se haverá alguma aceitação”, comenta a diretora da instituição, Irmã Cecília. De toda forma, desde o final do ano passado o São Francisco tem trabalhado em adaptações nas salas de aula para o formato híbrido. Computadores e redes de internet foram instalados com o objetivo de facilitar o trabalho dos professores, que lecionarão as aulas de dentro da escola.

A decisão pela consulta à comunidade também foi tomada pela Escola Mário Quintana, nas Três Vendas. Com o retorno dos ensinos fundamental e médio marcado para o dia 23, o colégio também enviou enquete aos responsáveis para saber a opinião em relação ao retorno presencial. A escola, que manifestou à reportagem “total interesse” neste modelo, encerrou o ano letivo 2020 de forma híbrida.

Rodízio
Outro formato a ser testado em Pelotas será o de rodízio entre os alunos. Em escolas como o São José, no Centro, e Alfredo Simon, nas Três Vendas, a ideia é intercalar os modelos híbrido e presencial dentro das turmas: um grupo terá aulas em casa e o outro na sala e a situação se inverte no dia seguinte. No São José, que marcou o retorno para o dia 17, a medida vale a partir do segundo ano do Ensino Fundamental. O colégio salienta que também promoverá uma enquete para que aqueles pais não seguros em enviar os filhos possam seguir no ensino remoto.

Com início das aulas previsto para o dia 24, o Alfredo Simon pretende adotar o modelo em todos os níveis. Além do rodízio entre os grupos, os alunos também serão divididos em relação ao horário para iniciar as aulas, com intervalos de dez minutos. “Temos a expectativa de que assim que as autoridades permitam todos os alunos retornem ao modelo presencial”, comentou o diretor, Volnei Filho, em vídeo endereçado à comunidade escolar.

Desafios
No Colégio Érico Verissimo, a ideia é que o retorno aconteça no dia 17 de fevereiro para a Educação Infantil e o nível 1 do Ensino Fundamental e no dia 22 para os demais. Porém, a escola optou por aguardar reunião que ocorrerá na próxima semana entre o Sinepe e o governo do Estado. Por ora, realiza a adequação para o formato híbrido. “Precisamos garantir a segurança de todos os alunos e colaboradores e continuar prestando um ensino de qualidade tanto para quem optar por continuar as aulas de forma remota, quanto para quem decidir assistir presencialmente”, comenta a diretora, Taís Coutinho.

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